segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A ELETROTERAPIA NO TRATAMENTO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE


Existe atualmente uma constante busca pelo corpo ideal com diversas influências da moda. Com restrições, colocam mulheres em diversas situações, ocorrendo não só uma alteração estética, mas, além disso, pode proporcionar graves problemas como a baixa autoestima. Com isso começou a surgir uma grande preocupação com a temerosa fibro edema gelóide (FEG) mais conhecida como “celulite”.
O fibro edema gelóide é definida como uma alteração nos diversos elementos do tecido conjuntivo, juntamente com uma infiltração edematosa, de caráter não inflamatório, que leva à polimerização da substância fundamental, mecanismo esse gerado como uma forma de defesa do organismo, produzindo uma reação fibrótica do infiltrar-se nas tramas do tecido conjuntivo. Podemos observar o FEG como uma alteração da pele com várias depressões irregular muito parecida ao aspecto de “casca de laranja” acometendo mais as regiões de glúteo e coxas e com menos intensidade em panturrilha, braços e abdome.
O fisioterapeuta dispõe de meios físicos e técnicas terapêuticas como eletroterapia, técnicas manuais, cinesioterapia, RPG, cosmetologia, capazes de tratar efetivamente diversas patologias clínicas e estéticas com conhecimentos relevantes de anatomia, fisiologia, patologia. O tratamento do fibro edema gelóide é baseado no poder da massagem, combatendo os fatores desencadeantes, a eletroterapia é um método eficaz pois eleva à temperatura corporal através da passagem da corrente elétrica, mas além dos tratamentos em cabine, é importante, uma alimentação balanceada, pratica de exercícios físicos, entre outros. O efeito fisiológico ocorre através da passagem da corrente elétrica por organismos vivos, o efeito térmico ocorre pelo choque dos elétrons livres contra os átomos dos condutores, o efeito químico ocorre quando a corrente elétrica atravessa as soluções eletrolíticas, e por fim o efeito magnético, é quando ocorre um campo magnético em torno da corrente.
Dentro da eletroterapia existem vários tratamentos com aparelhos entre eles a: Eletrolipoforese, Correntes Excitomotoras, Iontoforese e o Ultra Som.
  • ·         Eletrolipoforese
Por definição, a eletrolipoforese é uma técnica destinada ao tratamento das adiposidades e acúmulo de ácidos graxos localizados. Segundo Soriano et al., caracteriza-se pela aplicação de micro correntes específicas de baixa frequência (ao redor de 25 Hz) que atuam diretamente no nível dos adipócitos e dos lipídios acumulados, produzindo sua destruição e favorecendo sua posterior eliminação. A eletrolipoforese trata-se de um procedimento que consiste em veicular ondas elétricas de intensidade e de frequência definidas. Utilizam-se vários pares de agulhas finas (0,3mm) e longas (5 a 15cm), desempenhando o papel de eletrodos, são ligadas a correntes de baixa intensidade, criando um campo elétrico entre elas.
A intensidade da corrente utilizada varia de 5 a 40 mA e a frequência é escolhida entre 5 e 500 Hz. A duração da sessão é de 50 minutos, sendo realizada uma vez por semana. O número de sessões varia de 3 a 6, sendo que a implantação das agulhas pode ser alterada a cada sessão de acordo com a localização dos enchimentos celulíticos.
Os efeitos fisiológicos proporcionados pela eletrolipoforese são: efeito Joule, onde a corrente elétrica, ao circular por um condutor, realiza um trabalho que produziria certo tipo de “calor” ao atravessar o mesmo; efeito eletrolítico; efeito de estímulo circulatório; efeito neuro-hormonal, que produz uma estimulação artificial do sistema nervoso simpático e, como consequência, ocorre a liberação de catecolaminas com aumento de AMP cíclico intradipocitário, e aumento da hidrólise dos triglicerídeos.
  • ·         Correntes Excitomotoras
A estimulação elétrica neuromuscular (NMES) é um importante coadjuvante no tratamento do fibro edema gelóide. Para a técnica de correntes excitomotoras é usado um equipamento que gera corrente (alternadas ou não) a qual muda sua polaridade em um determinado tempo pré-estabelecido. As modulações que devem ser reguladas para que haja contração eficiente são:

• T on – T off: tempo de contração e repouso da corrente;

• Subida e descida: tempo em que a corrente sobe e desce da contração;
• Subida – sustentação – descida – repouso;
• Frequência;
• Amplitude; Intensidade e frequência (VIF) – para não ter efeitos de acomodação.

Esta modalidade terapêutica tem por objetivo propiciar o fortalecimento e/ou hipertrofia muscular, bem como o aumento da circulação sanguínea e linfática, melhorando assim o trofismo dos tecidos. De acordo com Rossi, (2001) trabalhando-se com correntes de baixa frequência (até 300Hz), em torno de 0,5 a 60 Hz, poderemos ter uma boa contração muscular, em sessões com duração de 15-20 minutos, realizadas 2-3 vezes por semana. O número de sessões está compreendido entre 15 e 30. Os resultados esperados e obtidos além de 10 sessões são representados por uma tonificação seletiva dos músculos, redução dos depósitos adiposos, aumento da circulação e aumento do metabolismo.

  • ·         Iontoforese
Este tratamento consiste em uma técnica que permite a absorção de princípios ativos ou oligoelementos pela pele, por meio de um aparelho que emite correntes elétricas. Esta prática pode ser feita em conjunto de vários tipos de produtos, que serão administrados de acordo com o objetivo do tratamento. Esta função se da através de uma corrente galvânica, com o auxílio de uma caneta rolo (parte do equipamento usado), a qual tem como objetivo introduzir substâncias (princípios ativos específicos) polarizadas, hidrossolúveis, fazendo uma revitalização corporal e facial. É frequente a aplicação de produtos à base de ureia, colágeno, elastina, entre outros. Quando utilizada na sua forma pura os efeitos podem promover um incremento na nutrição do tecido afetado consequente ao aumento da circulação local, que ocorre principalmente no nível do pólo negativo, que é mais estimulante.
Os primeiros resultados são notáveis em geral por volta da 6ª ou 7ª sessão de ionização. A duração é em média da sessão é cerca de 20 minutos. O número recomendado de sessões é de 20, podendo-se realizar novas sessões após um descanso de 1 mês.

  • ·         Ultra Som
Dentre os recursos, o ultra som associada à fonoforese apresenta grande eficácia, pois promovem significativas alterações fisiológicas no tecido acometido pela FEG. O ultra som é de um método que utiliza de ondas sonoras através de um cabeçote com transdutor perpendicular à área a ser tratada, em constante movimentação e mantido em contato com o agente de acoplamento para não gerar a formação de cunhas de ar. Sua ação também promove efeito anti-inflamatório (combate as dores) e aumento da circulação. A utilização do ultra som associado à fonoforese gerou efeitos como neovascularização, aumento da circulação, rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas, e melhorou as propriedades mecânicas do tecido, além de um aumento na permeabilidade das membranas biológicas facilitando assim a penetração de fármacos no organismo através da pele (fonoforese).
Tendo como agente de acoplamento, o gel que é o meio que melhor transmite a onda ultra sônica, sendo, portanto, o mais indicado. No tratamento da FGE recomendou o ultra som em emissão continua, com doses baixas e aumentar a intensidade progressivamente. A utilização do ultra som pode ser incluído no tratamento em dias alternados, de 2 a 3 vezes na semana, deve-se aplicar no máximo 20 sessões e após o término deve-se aguardar 1 a 2 meses para então reiniciar o tratamento.
O ultra-som é uma terapia efetiva, ou um risco potencial, dependendo de como é aplicada esta modalidade. Existindo listas de contra indicações e precauções como: áreas isquêmicas, tromboflebite e varizes, diretamente sobre endopróteses e implantes metálicos, sobre útero gravídico, tumores cancerígenos, sistema nervoso, áreas anestesiadas, infecção ativa, gônadas, área cardíaca, olhos, hemofílicos não tratados e placas epifisárias.

A fisioterapia vem ampliando cada vez mais suas áreas de atuação, visando sempre o equilíbrio entre saúde física e qualidade de vida. O fibro edema gelóide, é o resultado do conjunto de alterações metabólicas e circulatórias, que ocorrem na pele. Essas alterações podem ser causadas por vários fatores: hormonais, vasculares e hereditários. Como o fibro edema gelóide acomete cerca de noventa por cento das mulheres, cada vez mais aparecem tratamentos, mas vários tratamentos não se têm obtido bons resultados. Por isso é de grande importância o aprofundamento nos estudos dos diversos aparelhos de eletroterapia, onde se têm obtido ótimos resultados.



FONTES: 
http://www.unifil.br/portal/arquivos/publicacoes/paginas/2012/8/485_729_publipg.pdf
                http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/alternativa/geloide_eline.htm
                http://www.unifil.br/portal/arquivos/publicacoes/paginas/2011/7/350_413_publipg.pdf



EQUIPE: Caroline Patricia
               Itamara Souza
               Rafaelle Sousa
               Rodrigo Melo
               Rodrigo de Oliveira
               Rodrigo Oliveira
               Sandra Pereira
               Suzana Graciela

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

HIDROTERAPIA
Introdução 

A hidroterapia vem sendo indicada e utilizada por médicos e fisioterapeutas em programas de reabilitação multidisciplinares, principalmente na área reumatológica. Com o seu ressurgimento na década passada, houve um grande crescimento e desenvolvimento das técnicas e tratamentos utilizados no meio aquático. É pertinente a este artigo o esclarecimento e a conscientização dos profissionais que utilizam as atividades aquáticas como parte do processo de reabilitação, quanto aos seguintes tópicos: o histórico, os efeitos fisiológicos e terapêuticos da água, as técnicas hidroterapêuticas, as adaptações da piscina e equipamento e a aplicabilidade da hidroterapia nas diversas disfunções e clínicas. Esperamos que este texto traga novas idéias e variações no uso de técnicas que venham incrementar a utilização do meio aquático dentro da reabilitação de pacientes reumatológicos.

Definição 

O conceito do uso da água para fins terapêuticos na reabilitação teve vários nomes como: hidrologia, hidrática, hidroterapia, hidroginástica, terapia pela água e exercícios na água. Atualmente, o termo mais utilizado é reabilitação aquática ou hidroterapia (do grego: "hydor", "hydatos" = água / "therapeia" = tratamento).

Existem diversas formas de se usar a água como elemento terapêutico. O termo hidroterapia engloba todas elas, mas podem ser diferenciadas algumas formas distintas de utilização da água em processos profiláticos ou terapêuticos, tais como:

1. A hidroterapia por via oral;
2. A balneoterapia;
3. As duchas quentes; frias ou mornas;
4. As compressas úmidas;
5. A crioterapia;
6. A talassoterapia;
7. A fangoterapia;
8. A crenoterapia;
9. Saunas;
10. Turbilhão;
11. Hidromassagem;
12. Hidrocinesioterapia ou fisioterapia aquática(1).

Histórico

Através de nossa história a utilização da água como meio de cura vem sendo descrita desde a civilização grega (por volta de 500 a.C.). Escolas de medicina foram criadas próximas as estações de banho e fontes, desenvolvendo, assim, as técnicas aquáticas e suas utilizações no tratamento físico específico. Hipócrates já utilizava a hidroterapia para pacientes com doenças reumáticas, neurológicas, icterícia, assim como tratamento de imersão para espasmos musculares e doenças articulares (460-375 a.C.).

Já os romanos utilizavam os banhos para higiene e prevenção de lesões nos atletas. Esses banhos de temperatura variada evoluíam desde muito quentes (caldarium) a mornos (tepidarium) até mais frios (frigidarium). Com o tempo, esses banhos deixaram de ser de uso exclusivo dos atletas e se tornaram centros para a saúde, higiene, repouso e atividades intelectuais, recreativas e de exercícios, de acesso a coletividade. Em meados de 330 d.C., a finalidade principal dos banhos romanos era curar e tratar doenças reumáticas, paralisias e lesões.

Com o declínio do Império Romano, o uso do célebre sistema de banhos caíram em ruína ao longo de décadas e por volta do ano 500 d.C. foram extintos. Na idade média, com a influência da religião que considerava o uso das forças físicas e os banhos de água um ato pagão, teve um declínio ainda maior, persistindo até o século XV, quando houve um ligeiro ressurgimento.

O uso terapêutico da água, no entanto, começou a aumentar gradualmente no início dos anos de 1700, quando um médico alemão Sigmund Hahn e seus filhos defenderam a utilização da água para tratamento de úlceras de pernas e outros problemas médicos. Essa nova conduta médica passa a chamar-se hidroterapia que, conforme a definição de Wyman e Glazer, consiste na aplicação de água sob qualquer forma para o tratamento de doenças.

Baruch cita a Grã-Bretanha como o lugar de nascimento da hidroterapia científica, com a publicação dos primeiros trabalhos em 1697 por Sir John Floyer ("An Inquiry into the right use and abuse of hot, cold and temperate buths" - Uma investigação sobre o uso correto e o abuso dos banhos quentes, frios e temperados). Baruch acreditava que o tratamento de Floyer tenha influenciado os ensinamentos da "Heidelberg University", através do professor Fridrich Hoffmann, que incluía as doutrinas de Floyer nos seus ensinamentos. Esses ensinamentos foram levados para o França e Inglaterra pelo professor Currie, que elaborou vários trabalhos científicos sobre a hidroterapia. Embora o trabalho de Currie tenha sido pouco aceito na Inglaterra, o inverso aconteceu na Alemanha. John Wesley, o fundador do metodismo, escreveu um livro em 1747, enfocando a água como um meio curativo ("An easy and natural way of curing most diseases" - Uma maneira fácil e natural de curar a maioria das doenças). Os banhos de vapor quente, seguidos por banhos frios foram popularizados e se tornaram tradição, na cultura escandinava e na russa, durante muitas gerações.

Em meados do século XIX o professor austríaco Winterwitz (1834-1912) fundou uma escola de hidroterapia e um centro de pesquisa em Viena, onde realizava estudos científicos que estabeleceram uma base fisiológica aceitável para a hidroterapia naquela época. Seus discípulos, particularmente Kelogg, Brixbaum e Strasser, trouxeram contribuições importantes para o estudo dos efeitos fisiológicos do calor e frio e sobre os termorreguladores do corpo na aplicação da hidroterapia clínica. Tais pesquisas serviram de impulso na instalação dos banhos de turbilhão e exercícios subaquáticos que entraram em uso regular só no começo do século XX.

Um dos primeiros norte-americanos a dedicarem seus estudos a hidroterapia foi o dr. Simon Baruch. Realizou seus trabalhos a partir de estudos que fez com o dr. Wintirwitz, na Europa. Publicou livros como "O uso da água na medicina moderna" e "Princípios e prática da hidroterapia". Foi o primeiro professor na Columbia University a ensinar a hidroterapia.

A partir desta época, a água deixa de ser utilizada de uma forma passiva, através de banhos de imersão, e começa a ser utilizada de uma forma mais ativa, empregando a propriedade de flutuação para a realização de exercícios. Em 1898 o conceito de hidroginástica, que implica o uso de exercícios dentro da água, foi recomendado por von Reyden e Goldwater. Em 1928, o médico Walter Blount descreveu o uso de um tanque com turbilhão ativado por motor que ficou conhecido como "tanque de Hubbard". Tal invenção foi criada para a execução de exercícios pelos pacientes na água e, por sua vez, trouxe para a Europa grande desenvolvimento de técnicas de tratamentos aquáticos, como o método dos anéis de Bad Ragaz e o método Halliwick. No Brasil a hidroterapia científica teve início na Santa Casa do Rio de Janeiro com banhos de água doce e salgada. Na época, a entrada principal da Santa Casa era banhada pelo mar (em meados de 1922).

Atualmente, o conteúdo de instrução em fisioterapia aquática nos programas acadêmicos de fisioterapia é uma prática cada vez mais freqüente, com um índice de 62% de inclusão no currículo de nível básico.

Embora a reabilitação aquática venha realizando grandes avanços desde o começo do século XX, é preciso intensificar ainda mais a utilização dessa prática terapêutica pelos profissionais da saúde que acreditam nos seus benefícios, estimulando a incorporação da reabilitação aquática nos programas de tratamento terapêutico.

Efeitos fisiológicos e terapêuticos da água 

Os efeitos fisiológicos na água aquecida
São resultantes do exercício executado e variam de acordo com as temperaturas da água, a pressão hidrostática, a duração do tratamento e a intensidade dos exercícios. Outro fator importante é que as reações fisiológicas podem ser modificadas pelas condições da doença de cada paciente.

Muitos efeitos terapêuticos benéficos obtidos com a imersão na água aquecida (como o relaxamento, a analgesia, a redução do impacto e da agressão sobre as articulações) são associados aos efeitos possíveis de se obter com os exercícios realizados quando se exploram as diferentes propriedades físicas da água, tais como:

· Densidade relativa - determina a capacidade de flutuar de um objeto ou corpo. A densidade da água é igual a 1, já a de um corpo humano é de 0,93, por isso ele flutua;
· Força de empuxo ou de flutuação - é a força de sentido oposto ao da gravidade. Ou seja, ao inspirar, o indivíduo bóia e ao expirar ele afunda, pois com 5% da estrutura corporal acima da água, o corpo humano flutua. Essa propriedade é utilizada como resistência ao movimento, sobrecarga natural, estímulo à circulação periférica, fortalecimento da musculatura respiratória, facilitação do retorno venoso e participante do efeito massageador da água;
· Tensão superficial - atua como resistência ao movimento. Possui valor apenas quando o músculo é pequeno ou fraco;
· Pressão hidrostática - a água, como qualquer líquido, exerce pressão no objeto nela imerso. Se o objeto estiver em repouso (relaxamento), a pressão exercida em todos os planos será igual. Se o objeto estiver em movimento e a água também, ver-se-à a pressão reduzida bem como o empuxo, provocando certo afundamento que, se controlado, é parcial. Segundo a lei de Pascal, cada tipo de massa (corpo, líquido, gasoso ou sólido) recebe e transmite uma pressão determinada, dependendo da profundidade de imersão. Quanto maior a profundidade em que o corpo de encontra, maior será a pressão exercida sobre ele. Isto significa que um indivíduo em pé na água sofrerá maior pressão nos pés. A pressão hidrostática possui efeitos terapêuticos, promovendo aumento do débito cardíaco, aumento da pressão pleural e aumento da diurese;
· Impacto - ao contrário dos exercícios no solo, os aquáticos são executados em baixa velocidade, diminuindo o impacto, o que faz diminuir também os problemas advindos de tal formação, quando em solo.

Nos diferentes sistemas, os efeitos encontrados são:

· Sistema termorregulador: a manutenção do calor da água durante a terapia diminui a sensibilidade da fibra nervosa com rapidez (tato) e a exposição prolongada diminui a dor, através da sensibilidade da fibra nervosa lenta. Então, na temperatura de 33°C e 36,5°C haverá:

1. A dilatação dos vasos sangüíneos, levando ao aumento do suprimento sangüíneo periférico e elevação da temperatura muscular, que leva ao aumento do metabolismo da pele e dos músculos e, conseqüentemente, ao aumento do metabolismo geral e da freqüência respiratória;
2. O aumento da atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas à medida que a temperatura interna elevar-se;
· Sistema cardiorrespiratório: haverá mudanças, como:
1. Melhora da capacidade aeróbica;
2. Melhora nas trocas gasosas;
3. Reeducação respiratória;
4. Aumento no consumo de energia;
5. Auxílio no retorno venoso;
6. Melhoria da irrigação sangüínea, resultando na estabilidade da pressão arterial e no retardo do aparecimento de varizes;
· Sistema nervoso: o calor relativamente brando reduz a sensibilidade das terminações sensitivas e, à medida que os músculos são aquecidos pelo sangue que os atravessa, seu tônus diminui levando ao relaxamento muscular;
· Sistema renal: com a variação do pH e da profundidade na qual o corpo está submerso, há aumento dos fluidos corporais, levando ao aumento da diurese profunda. Isso porque o sangue, ao ser bem distribuído, melhora a circulação venosa e, consequentemente, a resposta renal e o estímulo ao processo de micção, devendo-se tomar cuidado com pacientes com incontinência;
· Sistema imunológico: alguns estudos comprovam que a aplicação intensa e prolongada de calor úmido penetra até 3,4 cm, atingindo inclusive camadas superficiais dos músculos. Promove também o aumento do número de leucócitos, além da melhora das condições tróficas, levando a um quadro geral mais saudável do paciente;
· Sistema músculo-esquelético: os exercícios físicos podem começar nas primeiras fases do tratamento, de modo que os músculos podem ser relaxados e o metabolismo estimulado, ocorrendo:
1. Redução do espasmo muscular e das dores;
2. Diminuição da fadiga muscular;
3. Melhora da performance geral (trabalho de agonistas e antagonistas igualmente);
4. Recuperação de lesões;
5. Melhora do condicionamento físico;
6. Auxílio no alongamento muscular;
7. Aumento ou manutenção das ADMs;
8. Melhora da resistência e da força muscular (trabalho equilibrado).

Efeitos terapêuticos da água aquecida

Preventivo:

1. Previne deformidades e atrofias;
2. Previne piora do quadro do paciente;
3. Diminui o impacto e a descarga de peso sobre as articulações .

Motor:

1. melhora da flexibilidade;
2. Trabalho de coordenação motora global, da agilidade e do ritmo;
3. Diminuição do tônus (diminuindo as referências fusais);
4. Reeducação dos músculos paralisados;
5. Facilitação do ortostatismo e da marcha;
6. Fortalecimento dos músculos.

Sensorial:

1. Estimula o equilíbrio, a noção de esquema corporal, a propriocepção e a noção espacial, já que a água é um meio instável;
2. Facilita as reações de endireitamento e equilíbrio, visto que não existe pontos de apoio e o paciente é obrigado a promover alterações posturais (flutuação e turbulência);
3. Diminui os estímulos proprioceptivos à medida que aumenta a profundidade, diminuindo a descarga de peso.

Os efeitos psicológicos da água aquecida

Bates e Hanson (1998) e Degani (1998) concordam que, como em todo programa de saúde, a hidroterapia objetiva o bem-estar social do indivíduo. Quando passamos por dificuldades, o organismo tende a se desorganizar e essa desarmonia pode trazer sérias conseqüências físicas e/ou psíquicas.

O bem-estar, segundo esses autores, não consiste apenas em respostas do corpo, da estrutura física, mas, sobretudo, de uma integração do corpo e da mente para a obtenção de resultados ideais, levando a uma perfeita condição de exercício da cidadania.

O tratamento do indivíduo através da hidroterapia vai muito além de progressos físicos. Permite, ainda, a reconstituição da autoconfiança e da auto-estima; a valorização do corpo no comportamento social; a integração do homem com o meio; promove descarga de tensão emocional (relaxamento); equilíbrio emocional e autocontrole; e age como facilitador da demonstração de sua criatividade (por meio da autoconfiança).

Técnicas utilizadas na hidroterapia

Método Halliwick

O método Halliwick foi desenvolvido, em 1949, na Halliwick School for Girls, em Southgate, Londres. MC Millian, que foi o criador da técnica, desenvolveu inicialmente uma atividade recreativa que visava dar independência individual na água, para pacientes com incapacidade e treiná-los a nadar. Com o passar dos anos, ele foi aperfeiçoando seu método original e adotou técnicas adicionais que foram estabelecidas a partir dos seguintes princípios:

· Adaptação ambiental: envolve o reconhecimento de duas forças, gravidade e empuxo que, combinados, levam ao movimento rotacional;
· Restauração do equilíbrio: enfatiza a utilização de grandes padrões de movimento, principalmente com os braços, para mover o corpo em diferentes posturas e ao mesmo tempo, manter o equilíbrio;
· Inibição: é a capacidade de criar e manter uma posição ou postura desejada, através da inibição de padrões posturais patológicos;
· Facilitação: é a capacidade de criar um movimento que desejamos mentalmente e, controlá-lo fisicamente, por outros meios sem utilizar a flutuação. Tal aprendizado é graduado através de um "programa de dez pontos", que utiliza a seqüência do desenvolvimento do movimento físico pelo córtex cerebral.

Essas técnicas têm sido utilizadas para tratar terapeuticamente pacientes pediátricos ou adultos com diferentes alterações de desenvolvimento e disfunções neurológicas, na Europa e nos Estados Unidos da América do Norte.

Bad Ragaz
Bad Ragaz é uma cidade Suíça construída em torno de um spa de água morna natural, com três modernas piscinas cobertas. Em 1930 teve início a utilização deste spa para exercícios aquáticos. Tal técnica de exercícios se originou na Alemanha pelo dr. Knupfer Ipsen, cujo objetivo era promover a estabilização do tronco e das extremidades através de padrões de movimentos básicos e às vezes resistidos, realizados segundo os planos anatômicos. O paciente é posicionado em decúbito dorsal, com auxílio de flutuadores ou "anéis" no pescoço, pelve e tornozelos, é por isso que a técnica também é designada de "método dos anéis". Em 1967, Bridgt Davis incorporou o método de facilitação neuromuscular proprioceptiva ao "método dos anéis". Beatice Egger desenvolveu ainda mais esta técnica, publicando-a em Alemão.

Atualmente, o método Bad Raggaz é constituído de técnicas de movimentos com padrões em planos anatômicos e diagonais, com resistência e estabilização fornecidos pelo terapeuta. O posicionamento do paciente em decúbito dorsal é mantido através de flutuadores nos seguimentos anatômicos já mencionados anteriormente. A técnica pode ser utilizada passiva ou ativamente em pacientes ortopédicos, reumáticos ou neurológicos.

Os objetivos terapêuticos incluem redução de tônus muscular, pré-treinamento de marcha, estabilização de tronco, fortalecimento muscular e melhora da amplitude articular.

Método Watsu
O Watsu, também conhecido como "Water Shiatsu", aquashiatsu ou hidroshiatsu, foi criado por Harold Dull, em 1980. Tal técnica aplica os alongamentos e movimentos do shiatsu zen na água, incluindo alongamentos passivos, mobilização de articulações e "hara-trabalho", bem como pressão sobre "tsubos" (acupontos) para equilibrar fluxos de energia através dos meridianos (caminhos de energia). Há dois tipos de posições no watsu: as posições simples e as complexas. As simples incluem os movimentos básicos e de livre flutuação. As posições complexas são chamadas berços. O fluxo de transição do watsu consiste em: uma abertura, os movimentos básicos e três sessões: 1ª) berço de cabeça; 2ª) embaixo da perna distante, ombro e quadril; 3ª) berço da perna próxima e uma conclusão.

Através da organização "Worldwide Aquatic Boby Work Association" (Associação Mundial de Trabalho Corporal Aquático), na Escola de Shiatsu e Massagem, localizada em Harbin Hot Springs, Middletown California - EUA, o autor da técnica, Harold Dull ministra e orienta cursos de watsu e outras técnicas de trabalho corporal.

A hidrocinesioterapia
A hidrocinesioterapia constitui um conjunto de técnicas terapêuticas fundamentadas no movimento humano. É a fisioterapia na água ou a prática de exercícios terapêuticos em piscinas, associada ou não aos manuseios, manipulações, hidromassagem e massoterapia, configurada em programas de tratamento específicos para cada paciente.

Os métodos terapêuticos específicos para a fisioterapia aquática que surgiram na Europa e EUA vêm auxiliar a recuperação do paciente, como Halliwick (Inglaterra), Bad Ragaz (Suíça), Watsu (EUA), Burdenko (Rússia), Osteopatia Aquática (França e Canadá), entre outros.

Dessa forma, um programa de hidrocinesioterapia adequado a cada paciente pode representar um grande incremento no seu tratamento, obtendo-se os efeitos de melhora em tempo abreviado e com menor risco de intercorrências, como dor muscular tardia e microlesões articulares decorrentes do impacto.

Uma avaliação criteriosa do paciente é realizada, acrescida de informações sobre a experiência do paciente com a água, imersão e domínio ou não de nados. O exame físico, a análise dos exames complementares e a avaliação dos movimentos funcionais são indispensáveis para se estabelecer os objetivos do tratamento e prognóstico idealizado, para então serem determinados os procedimentos hidrocinesioterapêuticos em escala progressiva. A primeira sessão do paciente na água visa complementar a avaliação convencional, a fim de se observar sua adaptação e habilidades no meio líquido, densidade corporal e flutuabilidade, bem como o seu comportamento na piscina.

As entradas e saídas do paciente na piscina são diferenciadas entre pacientes que deambulam e os que não deambulam, bem como os procedimentos utilizados para a adaptação do indivíduo ao meio líquido. Cabe salientar que todo o programa e execução do tratamento são personalizados, específicos para cada paciente.





Adaptações da piscina e equipamentos para a hidroterapia

A piscina 

As piscinas podem ser planejadas para "multiuso", sendo maiores (22,3 m de comprimento e 13,5 m de largura) ou para atendimento individualizado, que seria uma piscina tipo "tanque" (até 3 por 3 m). A temperatura ideal para a piscina maior oscila entre 27º e 29ºC e para a menor entre 33º e 34ºC.

A rampa que dá acesso à cadeira de rodas é necessária, assim como escadas internas com os degraus baixos e corrimões bilaterais para a segurança do usuário. O banco longo localizado ao lado da escada com hidrojatos posicionados em alturas variadas para massagear os diversos seguimentos corporais (coluna, ombros, joelhos) são utilizados. Os corrimões também são colocados ao longo das áreas delimitadas pela parede da piscina. Os tipos de elevadores são: hidráulico, elétrico, mecânico e pneumático e podem ser utilizados para facilitar o acesso do paciente à piscina.

A profundidade da piscina varia entre 1,05 m e 1,35 m e é ideal para grande parte dos tipos de terapia (piscina tipo "tanque"). Entretanto, a profundidade de 2,10 m pode ser utilizada em piscinas maiores (tipo "multiuso") que apresentam um fundo graduado, indo paulatinamente de uma profundidade menor (1,05 m) para uma maior (2,10 m).

O vestiário 
Uma instalação bem planejada concede até 1,8 m² de vestiário por pessoa. Pia, toalete, tomadas para secadores de cabelo, balcões, bancos e armários são considerados comodidades mínimas. O piso indicado para estas áreas é o texturizado e ou antiderrapante. Tapetes de náilon de alta densidade também podem ser colocados.

Sala mecânica e química da piscina 
Tal sala contém a bomba de circulação de água, filtros, controladores químicos, sistema de vácuo, sistema desinfetante, aquecedor de água e substâncias químicas, assim como sistema de ventilação adequado.

A água morna da piscina ou spa exige um controle do equilíbrio químico correto. Os níveis de coloração, assim como a coloração mineral, os "pontos de quebra" e a espumação devem ser monitorados e registrados por um operador de piscina constantemente.

O piso ao redor da piscina ou deque 
O piso ao redor da piscina ou deque é construído de material antiderrapante (coeficiente de atrito úmido acima de 0,70 cm em referência aos pés descalços), devendo ser livre de obstáculos para prática e procedimento de evacuação de emergência.

Considerações de segurança para a piscina 
As marcas de segurança interna na piscina, assim como ao redor devem ser colocadas para comunicar os riscos aos usuários. Há quatro tipos de aviso de risco: 1) riscos comportamentais: não comer, não utilizar a piscina além do horário permitido, não mergulhar ou saltar; 2) perigos físicos: água turva, superfície do deque molhada ou escorregadia, profundidade maior etc.; 3) perigos químicos: como armazenar produtos químicos de limpeza; 4) riscos ambientais: como fios elétricos ou de energia, equipamento de comunicação, rádio ou outros elementos.

A iluminação no deque da piscina também faz parte das considerações de segurança e deve ter uma intensidade mínima de 100 pés-vela.

Equipamentos de exercício para hidroterapia 
Os equipamentos utilizados para a hidroterapia oferecem suporte para a flutuação ou aumentam a intensidade de um exercício ou adicionam variedade a um programa tornando-o mais agradável e diversificado.

Os equipamentos de auxílio à flutuação geram um ambiente aquático mais confortável e seguro para o paciente. Eles são utilizados para obter posição correta do corpo, fornecer estabilidade, promover meio de tração, graduar forças compressivas, assistir movimentos e aumentar a resistência do movimento.

Os equipamentos para exercícios aquáticos que intensificam a resistência normalmente são elaborados em cima de um aumento da área de superfície que é puxada ou empurrada através da água. A quantidade de resistência é determinada por três fatores: o tamanho da peça e o espaço na água que a peça ocupa, proporcionando um arrasto maior ou menor; a forma que o objeto apresenta na água, variando a respectiva aerodinâmica; e a velocidade do movimento da peça na água.

Os equipamentos mais utilizados de uma forma geral são: esteiras rolantes, equipamentos de acesso à piscina, equipamentos de flutuação, pesos, equipamentos de resistência baseado em arrasto, aquatoner, hidrotone, sistemas de amarração, estações de exercícios submersas, brinquedos e equipamentos recreativos, equipamentos de segurança, vestuário aquático e aparelhos de medição.

Aplicações gerais da hidroterapia

Indicações 

Os efeitos terapêuticos gerais são:

1. Alívio de dor;
2. Alívio do espasmo muscular;
3. Relaxamento;
4. Aumento da circulação sangüínea;
5. Melhora das condições da pele;
6. Manutenção e/ou aumento das amplitudes de movimento (ADMs);
7. Reeducação dos músculos paralisados;
8. Melhora da força muscular (desenvolvimento de força e resistência muscular);
9. Melhora da atividade funcional da marcha;
10. Melhora das condições psicológicas do paciente; e
11. Máxima independência funcional.

Dentre os resultados de pesquisas publicadas há efeitos terapêuticos da hidroterapia já comprovados por evidência científica, dentre os quais se destacam os benefícios como aumento da amplitude de movimento, diminuição da tensão muscular, relaxamento, analgesia, melhora na circulação, absorção do exudato inflamatório e debridamento de lesões, bem como incremento na força e resistência muscular, além de equilíbrio e propriocepção. Afirmam que o espasmo muscular pode ser reduzido pelo calor da água, auxiliando na redução da espasticidade. Os autores sustentam ainda que a imersão na água provoca redução do tônus muscular, enquanto que a dor pode ser reduzida por ambos os estímulos térmicos. Além disso, a imersão na água facilita a mobilidade articular, relacionada à redução do peso corporal.

Contra-indicações
Há algumas contra-indicações absolutas, como feridas infectadas, infecções de pele e gastrointestinais, sintomas agudos de trombose venosa profunda, doença sistêmica e tratamento radioterápico em andamento. Alguns processos micóticos e fúngicos graves também requerem afastamento do paciente de ambientes úmidos. Processos infecciosos e inflamatórios agudos da região da face e pescoço, como inflamações dentárias, amigdalites, faringites, otites, sinusites e rinites, costumam apresentar piora com a imersão, por isso devem representar contra-indicação.

Alguns cuidados são importantes tais como: ao entrar na piscina, os vasos cutâneos se constringem momentaneamente, causando um aumento da resistência periférica e aumento momentâneo da pressão arterial. Mas durante a imersão, as arteríolas se dilatam, ocorrendo uma diminuição da resistência periférica e, por essa razão, queda da pressão arterial. Logo, quanto maior a temperatura da água, menor deve ser o tempo de exposição.

Já os problemas cardíacos graves, além de hipo ou hipertensão descontrolada, devem ser acompanhados com cuidado, bem como insuficiências respiratórias e epilepsia ou uso de válvulas intracranianas. Além disso, incontinências urinária e fecal merecem atenção especial. Problemas como náuseas, vertigem, doenças renais, hemofilia, diabetes, diminuição importante da capacidade vital e deficiência tireoidéia, além de tratamento radioterápico recente, devem ser discutidos com o médico, para estudar a indicação. Pacientes com fobia à água devem ter um acompanhamento criterioso, enquanto que pacientes com aparelhos de surdez não devem utilizá-lo na piscina. Nem mesmo pacientes com HIV positivo não são excluídos, mas devem ser tratados no final do expediente da piscina, para que a água circule o suficiente antes que outros pacientes sejam tratados.

Existem as contra-indicações gerais, como:

· Febre;
· Ferida aberta;
· Erupção cutânea contagiosa;
· Doença infecciosa;
· Doença cardiovascular grave;
· História de convulsões não controladas;
· Uso de bolsa ou cateter de colostomia;
· Menstruação sem proteção interna;
· Tubos de traqueostomia, gastrostomia e/ou nasogástricos;
· Controle orofacial diminuído;
· Hipotensão ou hipertensão grave;
· Resistência gravemente limitada.


FONTE: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=3368&fase=imprime

EQUIPE:

 Manuela 
Guilherme
Hortência
Diego
Fabiana
Omar


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Efeitos da hidroterapia na recuperação do equilíbrio

   Na atualidade, as quedas se tornaram um dos maiores problemas de saúde pública em idosos, devido ao aumento da morbidade, mortalidade e custos para a família e a sociedade . Os principais fatores de risco para quedas nessa população estão relacionados à limitação funcional, história de quedas, aumento da idade, fraqueza muscular, uso de medicamentos psicotrópicos, riscos ambientais, sexo feminino.
   Para prevenir as quedas, é necessário aprimorar as condições de recepção de informações sensoriais do sistema vestibular, visual e somatos sensorial, de modo a ativar os músculos antigravitacionais e estimular o equilíbrio.Um dos meios empregados para promover os estímulos acima citados é a prática da atividade física Desta forma, é preconizado, na literatura, que a atividade física realizada no decorrer da vida pode atenuar as perdas ósseas e musculares e reduzir o risco de fratura em até 60% Além disso, a atividade física aprimora a qualidade de vida, reduz o risco de quedas e promove o aumento da força muscular, do condicionamento aeróbico e da flexibilidade do equilíbrio Desde os tempos remotos, a hidroterapia tem sido utilizada como recurso para tratar doenças reumáticas, ortopédicas e neurológicas; entretanto, só recentemente é que essa tem se tornado alvo de estudos científicos. As propriedades físicas da água, somadas aos exercícios, podem cumprir com a maioria dos objetivos físicos propostos num programa de reabilitação. O meio aquático é considerado seguro e eficaz na reabilitação do idoso, pois a água atua simultaneamente nas desordens musculoesqueléticas e melhora o equilíbrio.

 Procedimentos

 A avaliação consistiu de entrevista inicial, que coletou informações como idade, estado civil, número de pessoas na residência, relato de doenças, uso de medicamentos e história de quedas e de fraturas. Após a entrevista, as idosas foram submetidas à avaliação do equilíbrio por meio da Escala de Equilíbrio de  (versão brasileira) e teste . Além disso, foi avaliada a previsão do risco de quedas por meio da relação com a pontuação da Escala de Equilíbrio de Berg, conforme modelo de  Os testes foram escolhidos por serem funcionais, validados, aceitos internacionamente, de fácil aplicação e de baixo  A Escala de Equilíbrio de Berg atende a várias propostas, como descrição quantitativa da habilidade de equilíbrio funcional, determinação de fatores de risco para perda de independência e para quedas em idosos, além da avaliação da efetividade das intervenções na prática clínica e em pesquisas. A escala avalia o equilíbrio estático e dinâmico, baseada em 14 itens comuns da vida diária, tais como alcançar, girar, transferir-se, permanecer em pé e levantar-se. O escore máximo que pode ser alcançado é 56 pontos. Esta foi aplicada de acordo com os procedimentos descritos pelos autores que fizeram sua tradução e adaptação para o Brasil19. Foi utilizado ainda o modelo para previsão quantitativa do risco de quedas em idosos que estabelece a relação entre a Escala de Equilíbrio de Berg e o risco de quedas (10-100%), desenvolvido por Shumway-Cook et al.21. Nesse modelo, a sensibilidade da escala foi de 91% e a especificidade, 82%. A probabilidade de queda aumenta com a diminuição da pontuação da Escala de Equilíbrio de Berg, numa relação não linear. Na amplitude de 56 a 54, cada ponto a menos é associado a um aumento de 3 a 4% no risco de quedas. De 54 a 46, a alteração de um ponto é associada ao aumento de 6 a 8%, sendo que, abaixo de 36 pontos, o risco de quedas é quase de 100%21. O teste Time Up & Go faz uma monitoração rápida para detectar os problemas de equilíbrio que afetam as AVD’s nos idosos. Quanto menor o tempo para a realização do teste, melhor o equilíbrio. Foi mensurado, em segundos, o tempo gasto pela idosa para levantar da cadeira, andar uma distância de 3 m, dar a volta, caminhar em direção à cadeira e sentar-se novamente20. A idosa realizou o teste uma vez, para se familiarizar, e o tempo foi cronometrado na segunda tentativa. As escalas foram aplicadas pré-tratamento (Pre), após 6 semanas (Pos6) e após 12 semanas (Pos12) de hidroterapia. A PA foi aferida antes e após as sessões de tratamento, com objetivo de verificar as condições do indivíduo para realização de atividades aquáticas, sem fins estatísticos. O tempo de duração do estudo foi de 12 semanas, com sessões de 40 minutos, duas vezes por semana – às segundas e quartas-feiras. O programa de hidroterapia para equilíbrio foi realizado com seis idosas por grupo e incluiu adaptação ao meio aquático, hidrocinesioterapia e inclusão de exercícios aquáticos de outros estudos16,22,23, que desafiam o equilíbrio. Cada sessão foi dividida em três fases: fase de adaptação ao meio aquático, fase de alongamento e fase de exercícios para equilíbrio estáticos e dinâmicos. A intensidade foi de baixa a moderada, sendo a intensidade, a freqüência e a velocidade constantes, por 12 semanas. Cada série foi realizada de forma contínua e, entre elas, houve repouso de 1 minuto. O programa está descrito a seguir e pode ser visualizado nas Figuras 1, 2 e 3.

Fase I – Adaptação ao meio aquático Exercício 1: controle respiratório • Posicionamento: posição semi-sentada sem apoio posterior, com imersão no nível dos ombros. Ombros em flexão de 90º e cotovelos em extensão. • Atividade: expirar lenta e prolongadamente pela boca sobre a água, com boca imersa e posteriormente com boca e nariz imersos (2’)







Fase II – Alongamento. Os alongamentos são mantidos por 30 segundos Exercício 2: alongamento dos músculos isquiotibiais • Posicionamento: posição ortostática com as costas apoiadas na parede. • Atividade: elevar um dos membros inferiores, manter extensão do joelho e flexão dorsal do tornozelo. Exercício 3: alongamento dos músculos tríceps sural e íliopsoas • Posicionamento: posição ortostática com as mãos apoiadas na borda da piscina. • Atividade: realizar um passo largo à frente, manter o joelho anterior em flexão, o joelho posterior em extensão e os pés em contato com o fundo da piscina. Fase III – Exercícios para equilíbrio estáticos e dinâmicos. As velocidades e freqüências indicadas são médias aproximadas Exercício 4: marcha em círculo com as mãos dadas e mudanças de sentido esporádicas • Atividade:marcharlateralmente,defrenteedecostas,alternando nos sentidos horário e anti-horário, três vezes em cada tipo de marcha (1’ para cada tipo de marcha, velocidade: 0,40m/s). Exercício 5: marcha em fila • Posicionamento: apoiar as mãos na cintura do indivíduo da frente. • Atividade: deslocar-se na piscina realizando curvas e mudanças de direção. Atividade conduzida pelo fisioterapeuta (3’, velocidade: 0,40m/s).
Exercício 6: Marcha para frente impulsionando os membros inferiores com vigor • Atividade: marchar com maior velocidade e impulsão (45m, velocidade: 0,50m/s). Exercício 7: Marcha para trás. (45m, velocidade: 0,50m/s) Exercício 8: Marcha lateral com passos largos. (45m, velocidade: 0,55m/s) Exercício 9: Marcha com um pé à frente do outro • Atividade: marchar apoiando um pé imediatamente à frente do outro, e assim sucessivamente (45m, velocidade: 0,20m/s). Exercício 10: Marcha com rotação de tronco • Atividade: caminharpara frente levando amão ao joelho oposto em flexão, de forma alternada (45m, velocidade: 0,30m/s). Exercício 11: Marcha com paradas em apoio unipodal • Atividade: realizar a marcha e, ao comando do fisioterapeuta, manter o apoio unipodal com o joelho oposto em flexão durante 10 segundos (12 paradas em 45m, velocidade: 0,50m/s). Exercício 12: Flexo-extensão de ombros bilateral • Posicionamento: posição semi-sentada. • Atividade: realizar flexão e extensão de ombros mantendo cotovelos em extensão. Iniciar em hiperextensão máxima


dos ombros até flexão a 90º (dez repetições, freqüência: 12 repetições por minuto). Exercício 13: Abdução-adução horizontal dos ombros bilateral • Posicionamento: posição semi-sentada, ombros fletidos a 90º, cotovelos estendidos. • Atividade: iniciar em adução até 90º de abdução horizontal (dez repetições, freqüência: 12 repetições por minuto). Exercício 14: Bombeamento de tornozelo • Posicionamento: postura ortostática, com imersão no nível do processo xifóide. • Atividade: realizar extensão dos joelhos associada à flexão plantar, manter esta posição por 5 segundos, e em seguida, flexão dos joelhos associada a dorsiflexão, mantendo também por 5 segundos (dez repetições, freqüência: três repetições por minuto).

Análise estatística Para fazer as comparações no decorrer do tempo das variáveis mensuráveis, foi utilizado o teste t de Student para dados pareados, bem como o Teste de Wilcoxon, por meio do confronto de cada pontuação ou tempo individual após o tratamento com o resultado análogo do mesmo sujeito na avaliação anterior. Os dados são apresentados como diferença média e desvio padrão da diferença. Foram analisados com auxílio do software Minitab. O nível de significância adotado

Fontes:
http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v12n1/11.pdf
ttp://www.bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?h

Equipe:
Juliano Luiz 
juliana  
Sandra
Ervane
Omar  


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Princípios gerais em eletroterapia

     As ondas são perturbações que se propagam no espaço, ou em meios materiais, transportando energia. De acordo com a sua natureza, as ondas podem ser classificadas em dois tipos:
1.  Ondas mecânicas: são as ondas que se propagam em meios materiais. Por exemplo: as ondas marítimas, ondas sonoras, ondas sísmicas etc. A descrição do comportamento desse tipo de onda é feita pelas Leis de Newton.
2.  Ondas eletromagnéticas: são resultado da combinação de campo elétrico com campo magnético. Sua principal característica é que não precisam de um meio material para propagarem-se. São exemplos desse tipo de onda a luz, os raios X, as micro-ondas, ondas de transmissão de sinais entre outras. Essas Leis são descritas pelas Equações de Maxwell.
Outra classificação das ondas é feita considerando-se a direção de vibração. De acordo com essa característica, uma onda pode ser definida como:
1. Transversal: quando as partículas do meio de propagação vibram perpendicularmente à direção de propagação da onda. Um exemplo desse tipo de onda é a luz.
2. Longitudinais: quando as partículas do meio de propagação vibram na mesma direção em que a onda se propaga, como é o caso das ondas sonoras.
Por fim, quanto à direção de propagação, as ondas podem ser classificadas em:
·unidimensionais: quando se propagam em apenas uma direção, como a onda em uma corda;
· bidimensionais: se a propagação ocorre em duas direções, que é o caso da onda gerada por uma perturbação na água;
· tridimensionais: que se propagam em três dimensões, como as ondas sonoras.

Formas de onda
As seguintes formas de ondas compreendem os três tipos de correntes: corrente continua, alternada e de pulso (Burst).

1) Senoidal


 2) Triangular

3) Quadrática ou retangular









Parâmetros ajustáveis para o controle em eletroterapia
· Amplitude: Quanto maior a amplitude maior será a velocidade do fluxo de elétrons. Representa a intensidade da corrente (velocidade de fornecimento de elétrons).
· Duração ou largura do pulso: É o tempo desde o início da primeira fase de um pulso até o final da última fase do mesmo. A duração do pulso em geral é expressa em microssegundos. Quanto maior a largura do pulso, maior o tempo de passagem.
· Carga de pulso Produto da amplitude pela largura do pulso: Quantidade total de eletricidade que está sendo administrada ao paciente durante cada pulso.
· Frequência Número de pulsos por segundo: A frequência é medida em Hertz para ciclos ou pulsos. As respostas do sistema nervoso e muscular dependem da extensão de tempo entre os pulsos e de como os pulsos ou as formas de onda são moduladas.
Ø Corrente de baixa frequência: <1000HZ ;Uso terapêutico: <100Hz.
Ø Corrente de média frequência: 1000 a 4000Hz (modulado em baixa frequência: aproximadamente 50Hz).
Efeitos da eletricidade no corpo humano
A sensibilidade do organismo a passagem de corrente elétrica inicia em um ponto conhecido como Limiar de Sensação e que ocorre com uma intensidade de corrente de 1mA para corrente alternada e 5mA para corrente contínua.
O corpo humano é mais sensível a corrente alternada do que á corrente continua, os efeitos destes no organismo humano em geral são os mesmos, passando por contrações simples para valores de baixa intensidade e até resultar em queimaduras graves e a morte para valores maiores.
O aumento da amplitude e intensidade primeiro atinge o limiar sensitivo, em segundo o limiar motor e por último o limiar de dor.
Existe apenas uma diferença na sensação provocada por correntes de baixa intensidade; a corrente continua de valores imediatamente superiores a 5 mA que é o Limiar de Sensação, cria no organismo a sensação de aquecimento ao passo que a corrente alternada causa a sensação de formigamento, para valores imediatamente acima de 1 mA.
O Limiar de Sensação da corrente cresce com o aumento da frequência, ou seja, correntes com frequências maiores são menos sentidas pelo organismo.
Modulação da corrente
Modulação é qualquer padrão de variação em um ou mais parâmetros de estimulação. A modulação é usada para limitar a adaptação neural a uma corrente elétrica.
Tipos de modulação
· Variações de intensidade
· Variação de frequência de pulso
· Variação de largura
· Trens de pulso
Obs: Os tipos de modulação estão diretamente relacionados ao tipo de tratamento.
Modulação VIF= variação de intensidade e frequência
· Acomodação: aumento transitório no limiar de excitação do nervo.
· Durante o tratamento é importante ajustar os parâmetros para que não ocorra acomodação.
· Essa modulação (VIF) serve para retardar a acomodação.
· Utilizadas nas correntes empregadas em longos períodos de estimulação.
Modulação de amplitude: Variação do pico de ampiltude da corrente sobre o tempo. A variação na amplitude associada a trens de pulso possibilita uma contração muscular mais “fisiológica”, uma vez que o número de unidades motoras recrutadas é proporcional ao incremento da amplitude corrente.
Modulação de trens de pulso: Os trens de pulso promovem a contração e o relaxamento musculares, que minimizam o aparecimento de fadiga muscular, possibilitando uma contração mais agradável quando associados à modulação de amplitude. Comum em tratamentos excitomotores.
Fatores que influenciam a resistência à passagem de corrente aos tecidos biológicos
· Tamanho dos eletrodos: Quanto a maior a área do eletrodo mais fácil é a passagem de corrente para os tecidos e menor resistência a passagem
· Pilosidade: A presença de pelos dificulta a passagem
· Vascularização: quanto maior a vascularização melhor a passagem de corrente elétrica, pois implica uma menor resistência.
· Quantidade de glândulas sudoríparas: A presença e suor facilita passagem de corrente.
OBS: Antes de iniciar o tratamento é importante fazer as seguintes considerações ( anamnese do paciente e verificar a presença de suor excessivo na superfície a ser tratada) .
· Umidade da superfície cutânea: o gel é um bom condutor.

 Fontes: 

 Equipe: 
Rízella Lindoso
Lindinêz Andreza
Caroline Patricia 
Suzana Graciela 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

           Eletroterapia na Lombalgia (Eletroanalgesia/Eletroestimulação)



A eletroterapia ajuda no controle da dor aguda e crônica
A eletroterapia ajuda no controle da dor aguda e crônica

Eletroterapia

  A eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas com finalidades terapêuticas diversas. Existem muitos tipos de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada qual com particularidades próprias quanto às indicações e contraindicações. Mas todas elas têm um objetivo comum: produzir algum efeito no tecido a ser tratado, que é obtido por meio das reações físicas, biológicas e fisiológicas que o tecido desenvolve ao ser submetido à terapia.
 Alguns desses objetivos são: controle da dor aguda e crônica, redução de edema, redução de espasmo muscular, minimização de atrofia por desuso, facilitação da reeducação muscular, fortalecimento muscular, facilitação da cicatrização tecidual e da consolidação de fraturas .

 Para a utilização da eletroterapia há precauções que devem ser seguidas: evitar tratar sobre a pele com transtorno de sensibilidade, evitar feridas abertas na área de tratamento, evitar áreas de extremo edema, não colocar eletrodos sobre os músculos da laringe, faringe, próximo ao seio carotídeo. São contraindicações para utilização da eletroterapia: áreas com distúrbio vascular, indivíduos portadores de neoplasias, pacientes mentalmente desorientados, a intensidade da corrente deve sempre ser aumentada gradativamente, de acordo com a tolerância do paciente. Devem ser utilizados eletrodos de silicone, borracha ou autoadesivos em bom estado e gel condutor de boa qualidade.

 Eletroanalgesia

A eletroanalgesia consiste no uso da eletroterapia com objetivos analgésicos. É um recurso útil no tratamento das dores lombares agudas e crônicas. Os tipos de correntes mais utilizados para esta finalidade terapêutica são a eletroestimulação transcutânea (TENS) e a corrente interferencial.


TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea)

A TENS é uma corrente de baixa frequência (2 a 200Hz) considerada um recurso valioso para o alívio da dor, seja ela proveniente de lesões agudas ou decorrentes de processos crônicos. O uso desse tipo de eletroestimulação tem permitido a redução na utilização de medicamentos farmacológicos para o controle da dor lombar.

Esse tipo de corrente age sobre as fibras nervosas aferentes como um estímulo diferencial que "concorre" com a transmissão do impulso doloroso. Ativa as células da substância gelatinosa, estimula a liberação de endorfinas, endomorfinas e encefalinas, diminuindo ou bloqueando a percepção central à dor .

A eficiência no uso da TENS está diretamente relacionada à forma do estímulo, sua intensidade, frequência e a colocação dos eletrodos. Na medida em que os impulsos atingem o nervo acontece à regulação para o controle da dor. 

Para o controle da dor aguda, normalmente a frequência usada é alta variando entre 100 e 200 Hz. Para o manejo da dor crônica utiliza-se frequências entre 50 e 100Hz. Os eletrodos devem ser posicionados paralelamente à área dolorosa. Quando necessário outro par de eletrodos pode ser fixado bilateralmente à coluna vertebral, ao nível das raízes nervosas que abrangem a área da dor. 

Corrente interferencial

As correntes interferenciais são correntes de média frequência, de aproximadamente 4000 Hz. Podem aliviar a dor mediante a produção de um bloqueio periférico da atividade das fibras nervosas portadoras de impulsos nocivos. Na fase aguda utiliza-se frequências entre 100 e 150 Hz, na fase subaguda, utiliza-se frequências entre 75 e 100 Hz e na fase crônica, utiliza-se frequências entre 25 a 75 Hz.

Como na TENS seus impulsos também são transmitidos por meio da pele com o auxílio de eletrodos de silicone ou borracha e gel condutor. Seus efeitos terapêuticos, além do controle da dor incluem a promoção da cicatrização, o reparo tecidual e a produção de contrações musculares.

Eletroestimulação russa

A corrente russa é uma corrente de média frequência homogeneamente alternada de 2.500 Hz, utilizada com a finalidade de fortalecimento muscular. Seu uso para o tratamento de dores lombares é indicado em uma fase tardia da recuperação, momento em que o reforço muscular torna-se importante para melhorar o equilíbrio postural.

O uso da corrente deve sempre ser associado ao exercício ativo para que os resultados obtidos sejam satisfatórios. O tempo de estimulação varia de acordo com o músculo a ser fortalecido e a condição muscular do indivíduo. Devem ser fortalecidos, sobretudo, os músculos abdominais e a musculatura adutora de coxa.

Fonte:http://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/27399/eletroterapia-na-lombalgia-eletroanalgesia-eletroestimulacao


Equipe: Adriano Ramos 
             Isli Tauane
             Marcondes Dias
             Rodrigo Oliveira 
             Rudmylla Macedo